Karl Lagerfeld em 10 páginas do El País

5 nov

Karl-Lagerfeld

O suplemento El País Semanal, revista semanal que acompanha o jornal espanhol El País aos domingos trouxe nesse último fim de semana uma matéria de 10 páginas (que também pode ser lida no site), recheadas com muito texto e fotos de um dos últimos nomes que fez, e ainda faz história, no mundo da alta costura. Estou falando do alemão Karl Lagerfeld.

Não é exagero ao afirmar no começo da matéria que Lagerfeld acabará  sendo um dos grandes monarcas do estilo. Depois da morte de Yves Saint Laurent e Valentino retirar-se das passarelas, Lagerfeld permanece como o único sobrevivente de um ofício que se extingue.

Já nos primeiros parágrafos o alemão é colocado praticamente em um altar, comparado a outros grandes nomes da moda, deixando claro que por sua disciplina se situa anos luz do desbocado Valentino, e da atormentada existência de Saint Laurent. Lagerfeld diz que manteve uma distância prudencial da loucura nos anos 60 e 70, admitindo ainda que é um voyeur, e não uma vítima. “Não me interessam as drogas, nem o tabaco, nem o álcool. A verdade é que não sinto a necessidade de paraísos artificiais”, completa.

Sua relação com Valentino e Saint Laurent também é lembrada. Com Valentino manteve relação suficientemente cordial, a ponto de assistir as intermináveis celebraçoes de seu 45° no universo da moda, enquanto com Saint Laurent, a rivalidade é algo que sempre existiu. “Conheci  Saint Laurent muito bem aos 20 anos. Até que apareceu Pierre Bergé e estragou tudo.” Bergé é um empresário e filantropo francês (além de companheiro de Yves), que recentemente criou um fundo de doação com seu nome para ajudar na luta contra a AIDS. “Yves interpretava o papel de vítima, mas não era”, diz Lagerfeld.

Karl-Lagerfeld-and-Friends

No lado esquerdo da foto: a modelo Linda Evangelista e a editora da Vogue americana, Ana Wintour, em 1990. No lado direito da foto: Valentino e Lagerfeld, no ano passado.

Em outro ponto o assunto sobre sua real idade é brevemente respondido: “Isso não é um tribunal, assim posso decidir o que me dá vontade. A quem importa se nasci cinco anos antes ou depois?”. A defesa deve-se a uma confusão alimentada por ele mesmo, desde a aparição de uma carta de batismo fechada em 1933.

Nos anos 70 estabeleceu uma relação duradeira com a marca francesa de moda prêt-à-porter, Chloé. Daí pra frente desenhou, e ainda desenha para a Chanel, onde faz pelo menos oito coleçoes por ano. Além disso está à frente da direção criativa da italiana Fendi, não esquecendo de suas próprias linhas que carregam seu nome, como perfumes, óculos, roupas, entre outros.

Lagerfeld também é um fotógrafo competente, assim como é na costura, e em 1987 começou a fotografar suas campanhas de publicidade e reportagens para grandes publicações, como Vogue, Harper´s Bazaar e Visionaire.

Não é exagero tantos adjetivos direcionados ao alemão Karl Lagerfeld, afinal de contas onde se vê nos tempos de hoje alguém que contribua tanto para a moda? Criar, desenhar, escrever, fotografar e entre outros dons de Lagerfeld é algo cada vez mais raro, por isso é visto como o último sobrevivente de uma geracao multi tarefas.

Lagerfeld é UmGlmour!

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