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A História do Champagne

2 maio

“Estou bebendo estrelas”. Dom Pérignon

champagneinterna1Originário da região de Champagne, cidade que fica a 150 quilômetros de Paris, o tipo de vinho mais sofisticado de todos, o Champagne é o eleito número um para 90% das mulheres.

Não é à toa que o nome do melhor Champagne do mundo foi batizado pelo seu criador. O monge Dom Pérignon (1668-1715), era o responsável pelas adegas da Abadia de Hautvilleres, na região francesa de Champagne,fundada no século VII,sob a ordem de Saint Benoit.

Dom Pérignon ficou curioso com a afirmação dos vinicultores de que certos tipos de vinhos fermentavam novamente depois de engarrafados. Acontece que, nesse processo, os gases estouravam as rolhas ou arrebentavam as garrafas. O monge então experimentou garrafas mais fortes e rolhas amarradas com arame, conseguindo obter a segunda fermentação dentro do recipiente. E assim surgiu um vinho espumante e delicioso que depois seria batizado de Champagne.

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Mas havia um problema com o vinho: os resíduos da segunda fermentação permaneciam na garrafa, fazendo com que a bebida tivesse uma aparência feia, o líquido turvo e não límpido como é hoje. Foi então que a célebre viúva Clicquot (Viuve Clicquot), que também virou uma marca de Champagne, inventou os processos de remuage (girar as garrafas) e dégorgement (degolar).

No primeiro os funcionários da adega inclinam e giram as garrafas, fazendo com que os resíduos se descolem do corpo do recipiente e fiquem acumulados no gargalo. Aí então entra o dégorgement, que retira todas as impurezas, fazendo que o vinho fique límpido e transparente.

Até 1846, o Champagne era uma bebida de paladar doce, não existindo o seco (brut) ou o meio seco (demi-sec). Uma firma inglesa então encomendou um vinho espumante sem açúcar, durante certo tempo somente consumido na Inglaterra. Hoje todo o mundo, incluindo os franceses, aprecia e consome o Champagne seco, mais vendido que o doce.

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Mesmo sendo criado no final do século XVII, só no reinado de Luís XV (1710-1774), o Champagne tornou-se uma bebida famosa. Sua amante, Madame Pompadour, que ficou conhecida também pelo apoio que dava às artes, exaltava a bebida. Dizem que a origem do formato das taças usadas para se tomar o vinho foi inspirada no formato dos seus seios.

Durante a Revolução Francesa, o Champagne tornou-se uma bebida maldita por sua associação com a nobreza e o luxo da corte francesa. No Império de Napoleão então a bebida foi reconduzida ao seu lugar de destaque. A primeira marca de luxo do Champagne (Cuvée de Prestige) foi feita por ordem do Czar Alexandre II, quando da ocupação da França pelas tropas russas. As primeiras embalagens foram feitas em garrafas de cristal puro. Surgindo então a marca Cristal.

O sucesso do Champagne atingiu o apogeu na Bèlle Èpoque e a partir daí acabou conquistando todo o mundo.

No Reveillon, milhões de pessoas em todo o mundo estouram Champagnes. Brut, séc, extra-sec, demi-sec ou doux. Tudo isso pela bebida ter atingido o patamar de refinamento, bons fluídos e ser significado de elegância.

 

Como servir o champagne?

Como todo espumante, deve ser servido frio (entre 7 e 11 graus centígrados), nunca abaixo disso, já que temperaturas inferiores podem alterar seu sabor e fragrância. É suficiente colocar a garrafa na geladeira durante duas ou quatro horas, ou em um balde com água e gelo por vinte minutos antes de servir. A permanência na geladeira ao longo de muitos dias pode danificar o sabor e a efervescência do champagne. A garrafa deve ser aberta com elegância e gentileza, sem que se perca a espuma preciosa. Não siga nunca o ritual de chacoalhar a garrafa: desta forma grande parte do “fizz” que deveria acompanhar docemente a bebida se perde. Abra o arame, depois incline a garrafa com um guardanapo entre ela e sua mão. Com a outra mão, segure a rolha com firmeza e gire a garrafa para baixo. Enxugue a borda do gargalo com o guardanapo. Ao servir, segure a garrafa pela base e despeje o líquido no copo levemente inclinado, até a metade do recipiente.

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